domingo, 20 de fevereiro de 2011

Um pouco de romantismo, por favor

Incrível o que o futuro nos reserva. Acho que Aldous Huxley está se revirando todo, pois nem mesmo seu Admirável Mundo Novo poderia prever tamanha revolução tecnológica. A última novidade que me deixou de queixo caído foi o Grindr, um aplicativo para eletrônicos portáteis, com GPS, que mostra, em questão de metros, quais são os homossexuais, bissexuais ou simpatizantes que estão no perímetro.

Mais de 750 mil pessoas já usaram o serviço, que agora deve se expandir ainda mais. Ao alcance de um toque no celular, uma trepada com o gênero que você quiser, escolhendo o/a fulaninho(a) pela foto. Meu Deus! A pergunta não é mais ‘Onde vamos parar?’, mas sim se vamos parar.

Espero que não acabem com a graça dos encontros furtivos, com o diálogo olho no olho, com as intimidades paulatinamente conquistadas ao resvalar de dedos e bocas. Fundemos a sociedade dos poetas vivos. Afinal, se a inteligência nos diferencia e a cultura nos humaniza, é preciso cultivar a poesia da vida para deixar vir o amor. Nanotecnologia, um pouco de romantismo, por favor.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

A verdadeira viagem

Uma crônica da Martha Medeiros na qual ela acha hilariante um livro que conta uma viagem à Índia me incentivou a comprar “Eu, minha (quase) namorada e o guru dela”. Os primeiros capítulos são realmente muito engraçados, mas depois a narrativa vai ficando estranha. De qualquer forma me fez refletir sobre o significado de uma viagem dessas.

No livro, o protagonista, estudante inglês classe média que está em ano sabático, acha que precisa provar que é capaz de viver 3 meses na Índia. Ele considera uma vergonha voltar antes disso, uma prova de fracasso, humilhação. A ‘quase’ namorada que o convence a ir é ainda pior. A hipocrisia é o ar que ela respira, mas ela não se dá conta. Vai aderindo de forma absolutamente artificial aos costumes e à cultura, e quando volta a Londres, parece que tudo não passou de um sonho, ou um pesadelo.

Acho que antes de ir à Índia, deveríamos fazer uma viagem ao nosso interior. E buscar um auto-conhecimento que transcende à quantia de dinheiro ou bens que tem uma pessoa, que transcende a seu status, seu grau de instrução, sua cor de pele, seu gênero, suas crenças. No mais, toda viagem enriquece, os olhos, a mente, a alma. Depende do que já sabemos sobre nós e do quanto ainda temos a aprender. A Índia, o Haiti e tantos lugares mais são aqui.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Salvando a natureza, nos salvaremos

Impossível não falar da tragédia que assolou a região serrana do nosso estado. Impossível não se sensibilizar com todo o cenário de morte, destruição e precariedade, mas a hora é também de refletir, mudar de comportamento e cobrar das autoridades ações que possam efetivamente evitar desastres deste porte.

O homem desrespeitou tanto a natureza ao longo de décadas que agora o que era uma apologia de ambientalistas virou uma necessidade e mesmo uma imposição para nossa própria existência na terra. É preciso fazer as coisas de outro jeito.

Precisamos ter um plano de emergência para estas situações-limite, até porque elas não estão sendo mais exceção. Todo o planeta experimenta o caos, de uma forma ou de outra: temporais, vendavais, terremotos, tsunamis, vulcões, seca, queimadas, ciclones, etc.

A Austrália viveu uma calamidade parecida recentemente e se saiu muito melhor. Lá as autoridades sabem como evacuar as áreas e a população escuta as orientações pelo rádio, o que fez uma inundação em três quartos do Estado de Queensland provocar cerca de 15 mortes, ao passo que aqui já são mais de 600.

O básico: monitorar as áreas de risco; montar um sistema de alerta com orientação a população; criar abrigos pré-definidos para receber moradores. A curto e médio remover a população que mora em áreas de risco, ter programas habitacionais eficientes.

De imediato para sempre, mudar nosso comportamento frente à natureza, convivendo com ela em harmonia, sem destruí-la. E exercermos nossa solidariedade, é claro, que sempre faz bem.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

2011, te saudamos!

Que tipo de mensagem poderia ser a primeira de 2011? Sempre queremos começar o ano bem, com pé direito, sendo gentil, paciente, fraterno, não é mesmo? Então, o que vocês gostariam de ouvir, ou melhor, ler? Lembrei das aulas de antropologia e do livro do Roberto da Matta que me marcou muito, chamado Relativizando.

Foi a primeira vez que fui estimulada a me colocar no lugar dos outros, no contexto dos outros, a ver os fatos com novos olhos, livre de pré-conceitos, analisados dentro de uma perspectiva que não seria necessariamente a minha. Assim fui apresentada a sociedades matriarcais, a tribos que não consideram o incesto um pecado, a costumes totalmente diferentes de nós, ocidentais capitalistas. Gostei muito de poder ver por essa nova ótica.

Acho que o ano novo é uma época propícia para isso. Experimentar, não ter paradigmas, arriscar, ousar perder o chão, mas não o solo. Assim poderemos fazer novas descobertas, ampliar nossos horizontes e nossa compreensão acerca do mundo.

Bem-vindo Ano Novo. Um brinde a você, a olhares menos críticos e ao divino que há em cada um de nós! Namastê!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Um brinde a 2011

           
Queridos leitores,

Tenho muitos assuntos sérios em mente, desde o obsceno aumento aprovados pelos parlamentares para os próprios até o projeto de lei que prevê distribuição gratuita de protetor solar para todos os brasileiros, mas não quero falar disso.

É tempo de Natal, tempo de Ano Novo, então gostaria de partilhar com vocês uma mensagem dessas estilo auto-ajuda, que eu costumo não gostar, mas achei bem maneira pra encararmos um 2011 no melhor estilo. Gostei especialmente dessa frase:
A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios. Viva enquanto estiver vivo. Que estejamos todos vivos e saibamos viver a vida em 2011.

Grande beijo!

        
            1. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura. Deixe que os médicos se preocupem com isso.

            2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo.  (Lembre-se disto se for um desses depressivos!)

            3. Aprenda sempre: aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso. 'Uma mente preguiçosa é oficina do Alemão.'E o nome do Alemão é Alzheimer!

            4. Aprecie mais as pequenas coisas

            5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar.
            E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele / ela!

            6. Quando as lágrimas aparecerem, aguente, sofra e ultrapasse.
            A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios.
            VIVA enquanto estiver vivo.

            7. Rodeie-se das coisas que ama:
            Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja.
            O seu lar é o seu refugio.

            8. Tome cuidado com a sua saúde:
            Se é boa, mantenha-a..
            Se é instável, melhore-a.
            Se não consegue melhora-la , procure ajuda.

            9. Não faça viagens de culpa.. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde  haja culpa.


            10. Diga às pessoas que ama, que as ama, a cada oportunidade.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Wikileaks, sou sua fã

Eu li a crônica da Marta Medeiros sobre o on e o off, mas como resistir a algo que não tem o cheiro da hiprocisia? Ainda mais quando vem pra abalar a nação que se auto intitula democrática. Muito bom ver os Estados Unidos passando esse sufoco pra se explicar e tendo que mover mundos para aparar as arestas que comunicações livres de censura deixaram bem pontudas.

Mesmo quando a gente pensa que não é ingênua, que sabe que na política o jogo é muito sujo, ainda assim a gente se engana. Não dá pra imaginar porque essa sordidez, felizmente, não faz parte da rotina da maioria de nós. Estamos mais preocupados em ganhar o pão de cada dia.

Vai ver para o próprio criador do site isso tudo também era um estratagema para aumentar seus lucros, porque ele certamente ganha vendendo seus furos a ‘seletos’ meios de comunicação, mas não importa, mesmo assim atende ao propósito de expor a merda que é essa politicagem.

Serve também para quem se ilude pensando que desafiar os poderosos é fácil. De uma hora pra outra o cara vira estuprador, tem prisão decretada, suas contas são bloqueadas etc. É, não é mole não, mas já que a merda foi pro ventilador, então, refresquem-se. (kkkkkkk)

P.S: Faço coro com o presidente, que no vídeo abaixo, demonstra seu espanto por não haver nossa imprensa, no caso Wikileaks, se insurgido contra a liberdade de expressão, coisa que com seu governo fazem sempre, e olha que não estamos na Venezuela. Enfim, mesmo estando tão acostumada a dois pesos, duas medidas, é engraçado ver a mídia nessa saia justa. A Dilma podia pegar um pouquinho desse ‘savoir faire’ do Lula.


domingo, 12 de dezembro de 2010

QUAL A COR DA SUA MALA?


Já passou o assunto, mas vou falar do tema mesmo assim porque é algo que com certeza pode se repetir. Antes do jogo final que culminou com o título de Campeão Brasileiro para o Fluminense, li uma entrevista do Ronaldo defendendo a chamada mala branca como incentivo legítimo para os jogadores cumprirem seu papel.

Sem querer dar uma de santinha, fiquei pensando. Até então, para mim uma mala branca era apenas um item de viagem legal para aeroportos super clean. Mas não era disso que o ex-fenômeno falava. Ele, aliás com a sinceridade de poucos, expressava sua opinião favorável a pagar por fora a jogadores de outras equipes para entrarem em campo motivados, não entregarem a partida, dificultarem a situação do adversário. Mas isso, é claro, apenas nessa circunstância. Se fosse para entregar o jogo, como já assistimos a algumas finais, uma inclusive de Copa do Mundo, onde o Peru deixou o outro time entrar com bola e tudo, aí não, isso ele é contra.

Linha tênue, não? Eu sei lá, alguns argumentos dele até fazem sentido, poderiam ser vistos como uma estratégia de outras equipes para defender um título ou uma boa colocação. Uma guerra então? Vamos usar todas as armas ao nosso alcance para valorizar nosso passe, aumentar o preço dos ingressos e conseguir mais patrocinadores para o próximo ano. Até o último dos Moicanos, o Barcelona, sucumbiu aos patrocinadores.

De qualquer forma fiquei triste, achei que o nosso futebol, apesar da era Dunga, ainda tivesse um q. de arte.