domingo, 15 de setembro de 2013

Angústia, de Graciliano Ramos

Não provou meu corpo o sabor do mel
atiçou apenas a vida
ferveu meu sangue
e conteve a ebulição.

Prometi o certo
dei o que não tinha
mas foi tudo em vão.

Antes não conhecer amor assim
doente te espiava
seguia a ele
dormir não podia mais
eu, inquieto, só te queria

O algoz do meu peito
traía a ti, Marina minha
sem dó
e tu embuchada
nenhum anel a ornar a mão.

Foi quando seu Ivo me trouxe a corda
“Acorda meu bruto”
briga de monstros
‘despacifico’
a angústia me estrangula
enforco a ditadura do direito
mato o Julião
e agora me sobra a culpa
o medo de vir à tona
verdade sem redenção

Ah Marina, você foi meu fel.


sábado, 17 de agosto de 2013

As medalhas de ouro do Giba

Esta semana meu marido comentou, ao me ver indignada com o jornal na mão, tomando café com leite, na cozinha: “As mulheres te fazem sofrer muito, quando não pelos preconceitos de que são vítimas e pelos horrores que vivem, pela vergonha que te causam, como agora”. Mais ou menos assim é que me lembro.

É, desta vez não foram os políticos, o governo ou a própria imprensa o alvo da minha repulsa. Lia que a ex-mulher do Giba, uma romena, exige, na partilha, metade do valor das medalhas de ouro por ele conquistadas no time de vôlei. Gente, como é que pode isso? Então o cara tem que vender objetos, sobretudo de valor simbólico, mérito de sua dedicação, empenho, trabalho bem feito, porque a dita cuja acha que metade é dela?


Não é possível coadunar com absurdos deste tipo. Eu não sei o que houve para a relação deles chegar a este ponto, nem me interessa, mas desrespeito, para usar um eufemismo, não pode ser a paga.
 

Meu sonho, um dia, é viver uma vida em que a maioria das mulheres sejam dignas, em que gostem de um parceiro ou parceira porque simplesmente gostam, sem ver o tamanho da conta bancária. E que quando não gostem mais, simplesmente deem ‘bye bye, so long, farewell’ com a cabeça erguida.


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Vamos devanear com Dília ?

Linda a noite de autógrafos de Dília Gouvea, amiga querida que lançou seu primeiro livro, "Nas malhas do devaneio - o dia em que Fernando Pessoa nos reinventou" -, no dia 5 de agosto, dia do seu aniversário, olha que beleza!


Além de escritora, Dília é filósofa, professora de literatura, promotora de cafés-concerto e outros eventos literários. Ah, claro, ela também é presença assídua e destacada no Clube de Leitura Icaraí. A seguir uma amostra do evento, lotado, realizado no bistrô da Confeitaria Beira Mar, mais uma delícia de Icaraí. Ao embalo de ótimos vinhos, alguns depoimentos de amigos que prestigiaram o concorrido lançamento.

Rita (eu): " Dília foi quem primeiro me incentivou a escrever e a lançar meu livro. É uma alma generosa e sábia de cuja amizade muito me orgulho" 

Novaes /: "Dília, você é a (Fernando) Pessoa que todos gostaríamos de ter dentro de nós. Choram poemas, soluçam versos e quando juntam esses seres vivos...sorriem livros"



Cristiana:  "O lançamento da Dília foi uma oportunidade ímpar de viver tudo aquilo que ela mais valoriza: a celebração da vida através do encontro com amigos genuínos, do embriagar-se de poesia, de música, arte, bem querer, de alegria.  Tudo potencializado por um rito marcante: lançamento de primeiro livro no dia do aniversário"





Niza: "A música me encantou, o burburinho, tilintar de copos, gente se abraçando, os livros para autografar acabando, mais pessoas chegando, o espaço ficando exíguo para tantos corações ávidos para abraçar a amiga, professora, filósofa, batalhadora incansável na defesa da poesia"





Vera Magalhães: "Foi uma noite memorável, de música, poesia, gente feliz que carrega no peito desejos e sonhos. Tanto encantamento assim em torno de uma pessoa admiravelmente bela, belíssima, como você, me faz sua fã incondicional. Estou ansiosa para me envolver nas suas "malhas do devaneio"



Joana e Cícero: "Nós é que nos sentimos lisonjeadas de desfrutar da amizade de uma Pessoa/Escritora como você. O agradecimento é nosso. Parabéns...."






Angela Stieger: "Dilia querida, você que nos emociona 
"simplesmente sendo" quem você é!"






Elenir: "Você é a pessoa mais "Pessoa" que conheço. Orgulho-me por ter sua amizade!"






 

Fátima Namen:  "Foi tudo maravilhoso, estético. Bjs com admiração"
 Vera (Verinha): "Pequenina e GRANDE Dília, obrigada pelo encontro LINDO. Obrigada pela sua amizade! Beijos ternos e sempre cheios de esperança"








Marlie fez um discurso lindo

Com o escritor Carlos Rosa
A escritora Gracinda entre os acadêmicos



Com Adelina
Com Beth
  
Com Ceci
  
 Com o declamador-mor da Guttemberg


Com Angela, a que vendeu tudo
Com Edith, a fotógrafa oficial
com Ilnea, que camuflou a blusa-surpresa
Com Katia      
Com Maria Helena
      
Marise, poetizando com Pessoa
Com Mike e Rose P.

Com Neide Graça e Carmen
Com Wanderlino

Humm, delícia

Marcílio, Ivo e Kátia: maravilhosos

Com Marcia
Com Henriqueta
                     
Com Paula e Paulo Roberto




Com Beatriz


"Deixo meu profundo sentimento de gratidão pela vossa presença no lançamento 
e sobretudo pelo vosso extraordinário carinho e entusiasmo 
com que abraçaram aquele momento"
Dília Gouvea

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Memorial Roberto Silveira reuniu escritores de Niterói e arredores, todos vinculados ao CLIc. Estivemos lá

Convidados por Lilian Azevedo, Coordenadora da Rede de Bibliotecas Populares Municipais de Niterói, os escritores Gracinda Rosa, Carlos Rosa, Cristiana Seixas, Novaes/ e essa que vos escreve, participamos de um delicioso encontro literário no dia 18 de julho, no Memorial Roberto Silveira, onde tivemos a oportunidade de falar um pouco de nossos livros, realizar leituras de trechos e interagir com a plateia no debate subsequente.

O Memorial é lindo

Todos nós fazemos parte do Clube de Leitura Icaraí (CLIc) e aproveitamos a ocasião para divulgar o CLIc e convidar os presentes a conhecer o clube nas reuniões que acontecem na primeira sexta-feira do mês, de 19 às 21h, na livraria da EdUFF (Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí, Niterói).

Livraria da EdUFF, local de encontro do CLIc

Público gostou da informalidade das leituras
Ao invés de ficarmos atrás da mesa dedicada aos escritores, optamos por sentar à frente desta, mantendo uma proximidade e uma informalidade maior com os participantes. O resultado deu muito certo.



Cristiana e eu intercalamos leituras de algumas poesias de nossos livros, "Mosaico Vivo" e "Travessia do Verso", respectivamente. 
 
Cristiana e "Mosaico Vivo"
Rita Magnago e "Travessia do Verso"


Em seguida Gracinda contou sobre seu último lançamento, "Fui professora", selecionando passagens marcantes envolvendo alunos de alfabetização 


Gracinda Rosa e "Fui professora"


e Carlos Rosa prosseguiu a desgustação literária com a leitura de sua crônica "Agosto", do livro "O mar, a montanha e a cidade".

Carlos Rosa e "A montanha, o mar, a cidade"

Novaes/ leu o bem humorado conto “Um problema por favor”, de seu livro “Letras rebeldes, fluidos insensatos”, lançado em março deste ano. Ah sim, ainda assistimos ao vídeo da representação teatral do conto de Novaes/, “Meu filho querido”, vencedor do Prêmio UFF de Literatura 2011. 

Novaes/ e Letras rebeldes fluidos insensatos

Durante o coffee break, tivemos a oportunidade de interagir com a plateia, revendo alguns amigos queridos, como Ângela Ellias, Helene Camile, Sissa Schultz e Carlos Benites - as amigas Dília Gouvêa e Edith Antão também estiveram presentes, saindo um pouquinho mais cedo devido a compromissos profissionais.

com Helene Camile
com Angela Elias

Com Sissa, também escritora

Com Edith, Dília e Sissa


Novaes/, Rita, Helene, Lilian e Benites

Voltamos para o debate com o público e o tempo foi exíguo para tantos assuntos palpitantes. Ficou o convite para uma maior interação com as bibliotecas públicas niteroienses e novos eventos promovendo a literatura em espaços tão lindos e ricos como o que estivemos.

Nossos agradecimentos aos colegas do Memorial Roberto Silveira, das Bibliotecas Populares Municipais e em especial a Lilian Azevedo e as minhas amadas filhotas, Amanda e Helena, que fotografaram tudinho. Foi uma tarde maravilhosa. 

Helena e Amanda


Escritores com as colegas do Memorial